SKAPINAKIS, NIKIAS (1931)

Nome Completo: Nikias Ribeiro Skapinakis

Dados biográficos: Nasceu em lisboa, em 1931.
Entrou na ESBAL, mas foi impedido de acabar o curso, por motivos políticos. Nos anos 50, as suas obras, marcadamente figurativas, levam-no a confrontar-se com os “abstraccionistas”, e assim grangear simpatias no grupo neo-realista.
Na cidade, nos recantos vazios, nos homens e mulheres, mostra a melancolia e a solidão. "A minha ligação é à pintura moderna, aos franceses, italianos, russos e portugueses como Viana, Amadeo, Eloy (...)." (in Entrevista, Ypsilon, 30/12/2009)
Nos fins de 50, muitos foram os artistas que decidiram emigrar. Em 59, dizia Skapinakis, ao Diário de Lisboa, (19/2) "...A exportação dos nossos artistas para Paris e Munique, só lhes corrompe as qualidades e atrofia o bom senso...".
Porque ficara, debate-se com um país onde se considera ser subversiva, a independência de espírito. Em 62, esteve preso.
"A partir de 1965 termina o período lírico-expressionista do meu trabalho.
(...), nunca fui um pintor abstracto, (...) os meus quadros, permaneceram sempre com uma ligação à realidade.(...)." (id.).
A partir de 67, aproxima-se das técnicas do cartaz, (cores lisas, recortes marcados, figuras que enchem o espaço), o que leva o público, a ligá-lo à Pop Art.
Fez muitos retratos de amigos e intelectuais próximos.
Em 1976-1977 recebeu um subsídio de investigação da Gulbenkian.
"É verdade que recorro a uma certa variedade de linguagens. (...) Evito cansar-me de mim mesmo (...)" (id.)

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