FREITAS, LIMA DE (1927-1998)

Nome Completo: José Maria Lima de Freitas

Dados biográficos: Nasceu em Setúbal, em 1927. Frequentou arquitectura na ESBAL.
Com Júlio Pomar, foi neo-realista, envolvendo-se em acesas polémicas, com os “não figurativos”. “Qual é coisa qual é ela que ...não quer dizer nada, ...não leva a nada, ...não se compromete com nada, e não vale senão em si mesma? Resposta: é a arte abstracta. (...) pouco mais que…nada.” Lima de Freitas em 53, a propósito da exposição de Fernando Lanhas.
Viveu em Paris entre 54 e 59. Nos anos 60, porque os estudos de Freud, Jung, Wilhelm Reich, o interessavam, influenciado por Goya, Bosch , Ensor, e conhecendo as denúncias que circulavam sobre a URSS, afasta-se da “fé” neo-realista dos anos 40. Como ele diz: ” uma contínua investigação...um realismo simultaneamente voltado para o social e alimentado pelo inconsciente.” Rui Mário Gonçalves in, "100 Pintores portugueses do séc. XX".
Com Almada Negreiros, (e no estudo dos seus escritos), Lima de Freitas entendeu as profundas preocupações do “mestre”, em relação ao Conhecimento do Todo. Conhecimento sempre presente nos grandes feitos humanos, mas só intuído, pela gente comum, através dos seus mitos.
“...cada nação, cada novo sentir, tem de traduzir o mito, para a inteligência do seu tempo...Número, assim o sabiam os Antigos, não é ... mero calculo: (...) é a ordem secreta donde emanam todas as genéticas, todos os crescimentos...” Lima de Freitas, in, "Pintar o Sete".
Trabalhou também em ilustração, gravura, publicidade, desenho. Foi tradutor e ensaísta e também professor. Criou, com Patrick Swift, a cerâmica algarvia de Porches.
Morreu em Lisboa, em 1998.

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