CUNHAL, AVELINO (1877-1966)

Nome Completo: Avelino Henriques da Costa Cunhal

Dados biográficos: Nasceu em Seia, em 1887. Estudou Direito e licenciou-se em Coimbra.
Em 23, o Governo, (1ª República), nomeou-o Governador Civil da Guarda, cargo que muito brevemente, ocupou.
Em 1924, já em Lisboa, exerce advocacia. Nesta sua profissão, irá destacar-se, durante o Estado Novo, como defensor de acusados, (incluindo o seu próprio filho), de crimes contra a Nação, ou de práticas subversivas.
Como opositor ao regime de Salazar, utilizava a escrita e a pintura, para tecer acutilantes críticas de ordem social, que lhe valeram a censura nos textos, a apreensão de pinturas, (Exposição de 47, SNBA), e a prisão, por vários meses.
Autor de romances e peças de teatro, assinava muitas vezes sob o pseudónimo, de Pedro Serôdio. Foi colaborador, também, das revistas Vértice, Seara Nova e O Diabo.
Na pintura e no desenho manteve-se fiel à estética neo-realista, expondo, nas “Exposições Gerais” da SNBA, (com Pomar, Manta, Maria Keil, Pavia, Lima de Freitas, Arlindo Vicente…), que, promovidas pelo MUD, “constituíram a principal oposição, à política cultural de António Ferro e às Exposições de arte moderna do SNI (Secretariado Nacional de Informação).” in, CITI, Universidade Nova de Lisboa.
Foi ainda professor de História, no colégio Valsassina, de Lisboa, e lembrado por antigos alunos pela sua excelência.
“O dr. Avelino Cunhal, pai de Álvaro, advogado e pintor, ensinou-me História e foi o melhor professor que tive na vida..." - José Cutileiro, in, Expresso, 22/5/2010.
Morreu em Lisboa, em 1966.

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